::::::: ATITUDE CRISTÃ: Caminho da Paz ...José Bonifácio-SP. ( Brasil )


Primeira Comunhão

 

     

 

Primeira Comunhão

 (Santa teresinha)

Na véspera do grande dia, recebi a absolvição pela segunda vez. A minha confissão geral deixou-me uma grande paz na alma, e Deus não permitiu que a mais ligeira nuvem a viesse perturbar. De tarde pedi perdão a toda a família, que me veio visitar; mas não pude falar senão com as minhas lágrimas, pois estava emocionada demais[...]

 

Chegou finalmente o mais belo dos dias! Que inefáveis recordações deixaram na minha alma os mais pequenos pormenores desse dia do Céu!... O alegre despertar da aurora, os beijos respeitosos e ternos das mestras e das companheiras mais velhas...; o salão cheio de flocos de neve com que cada menina era vestida...; e sobretudo a entrada para a capela e o canto matinal da linda canção: “Ó Altar santo que os Anjos rodeiam!”

 

Mas não quero entrar em pormenores. Há coisas que perdem o seu perfume quando expostas ao ar; há pensamentos da alma que não se podem traduzir em linguagem da terra sem perderem o sentido íntimo e celeste; são como aquela “Pedra branca que será dada ao vencedor, sobre a qual está escrito um nome que ninguém conhece, a não ser aquele que a recebe”. Ah! como foi doce o primeiro beijo de Jesus à minha alma!...

 

Foi um beijo de amor. Sentia-me amada e dizia por minha vez: “Eu amo-Vos! Dou-me a Vós para sempre!” Não houve pedidos, nem lutas, nem sacrifícios. Desde há muito, Jesus e a pobre Teresinha tinham-se olhado e tinham-se compreendido... Nesse dia já não era um olhar, mas uma fusão, já não eram dois: a Teresa desaparecera como a gota de água que se perde no oceano. Só ficava Jesus, como dono, como Rei.

 

(História de uma Alma, Ms A 34v-35rº)

 

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 23h16
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Um Caminhito Completamente Novo

Um Caminhito Completamente Novo

 

 

Bem sabeis, minha Madre, que sempre desejei ser santa. 

 

Mas, ai de mim! sempre verifiquei, ao comparar-me com os Santos, que há entre eles e eu a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se perde nos céus, e o obscuro grão de areia  pisado pelos pés dos caminhantes. Em vez de desanimar, disse para comigo: Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. Posso, portanto, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade. Fazer-me crescer a mim mesma é impossível; tenho de suportar-me tal como sou, com todas as minhas imperfeições. Mas quero procurar a maneira de ir para o Céu por um caminhito muito direito, muito curto; um caminhito completamente novo.

 

(História de uma Alma, Ms C 2vº)



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 23h05
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Se alguém for pequenino...

Se alguém for pequenino...

 

Estamos num século de invenções.

 

Agora já não se tem a maçada de subir os degraus de uma escada; em casa dos ricos o ascensor substitui-a vantajosamente. Eu queria também encontrar um ascensor que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a rude escada da perfeição. Então, procurei nos Livros Sagrados a indicação do ascensor — objeto do meu desejo —, e li as estas palavras saídas da boca da Sabedoria eterna: Se alguém for pequenino, venha a mim.

 

Então, aproximei-me, adivinhando que tinha encontrado o que procurava, e querendo saber, ó meu Deus!, o que faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso apelo. Continuei as minhas buscas, e eis o que encontrei: — Como uma mãe acaricia o seu filho, assim eu vos consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos! Ah!, nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a alma.

 

O ascensor que me há-de elevar até ao Céu, são os vossos braços, ó Jesus! Para isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que eu permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena. Ó meu Deus! excedestes a minha esperança, e eu quero cantar as vossas misericórdias.

 

(História de uma Alma, Ms C 3rº)

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 23h03
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Boa Vontade

Boa Vontade

 

 

Tu fazes-me pensar numa criancinha que começa a erguer-se de pé, mas que ainda não sabe caminhar. Querendo a todo o custo subir ao alto duma escada para estar com a sua mamã, levanta o pézito para subir o primeiro degrau. Mas é um esforço inútil! Cai uma e outra vez, sem chegar a avançar. Muito bem: aceita ser essa criança. Pela prática de todas as virtudes, levanta sempre o teu pézito para subires a escada da santidade. Não conseguirás subir o primeiro degrau sequer. Mas o que Deus apenas te pede é a tua boa vontade. Do alto da escada Ele olha-te com amor. Rapidamente vencido pelos teus inúteis esforços, Ele-mesmo baixará e tomando-te nos seus braços, levar-te-á para sempre para o seu reino, onde jamais te afastarás dEle. Mas se não chegares a levantar o teu pézito Ele deixar-te-á muito tempo na terra.

 

(Caderno Vermelho, escrito pela Irmã Maria da Trindade)

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h59
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Desejo ser Santa

Desejo ser Santa

 

 

Ó meu Deus! Trindade Bem-aventurada!

 

Desejo amar-Vos e fazer Vos amar, trabalhar pela glorificação da Santa Igreja, salvando as almas que estão na terra, e libertando as que estão no Purgatório. Desejo cumprir plenamente a vossa vontade, e chegar ao grau de glória que me preparastes no vosso Reino; numa palavra, desejo ser santa. Mas conheço a minha impotência, e peço-Vos, ó meu Deus, que sejais Vós mesmo a minha Santidade.

 

Já que Vós me amastes até me dardes o vosso Filho único para ser o meu Salvador e o meu Esposo, os tesouros infinitos dos seus méritos são meus: ofereço-Vo-los com alegria, suplicando-Vos que não olheis para mim senão através da Face de Jesus e no seu Coração ardente de Amor.

 

(Oração 6: 1-2)



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h56
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A Oração levanta o Mundo

 

A Oração levanta o Mundo

 

 

Um sábio disse:

 

«Dai-me uma alavanca, um ponto de apoio, e levantarei o mundo». O que Arquimedes não pôde obter, porque o seu pedido não se dirigia a Deus, e por não ser feito senão sob o ponto de vista material, os Santos obtiveram-no em toda a plenitude: o Todo-poderoso deu-lhes, como ponto de apoio: Ele mesmo e Ele só; e como alavanca: a oração, que abrasa com fogo de amor. E foi assim que levantaram o mundo; é assim que os santos que ainda militam na terra o levantam, e que, até ao fim do mundo, os futuros santos o levantarão também.

 

(História de uma Alma, Ms C 36rº-vº)

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h51
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Lançar Flores

Lançar Flores

 

 

Sim, meu Bem-amado!

 

Assim se consumirá a minha vida... Não tenho outro meio de Te provar o meu amor, senão o de lançar flores, isto é, não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra; aproveitar todas as mais pequenas coisas e fazê-las por amor... Quero sofrer por amor e gozar por amor. Assim lançarei flores diante do teu trono. Não encontrarei nenhuma sem a desfolhar para Ti...

 

(História de uma Alma, Ms B 4rº-vº)

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h44
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O Fogo do Amor

O Fogo do Amor

 

 

Celina, Deus não me pede já nada...

 

No princípio pedia-me uma infinidade de coisas. Pensei durante algum tempo, visto que Jesus não me pedia nada, que agora era preciso caminhar suavemente na paz e no amor fazendo somente o que Ele me pedisse... Mas tive uma luz. Santa Teresa diz que é preciso alimentar o amor. A lenha não se encontra ao nosso alcance quando estamos nas trevas, na aridez, mas não estaremos ao menos obrigadas a lançar nele algumas palhinhas? Jesus é suficientemente poderoso para conservar sozinho o fogo, todavia fica contente por nos ver alimentá-lo, é uma delicadeza que Lhe agrada e então lança Ele no fogo muita lenha, nós não o vemos mas sentimos a força do calor do amor. Tenho feito disto a experiência, quando não sinto nada, quando sou incapaz de rezar, ou de praticar a virtude, é então o momento de procurar pequenas ocasiões, nadas que dão gosto, mais gosto a Jesus do que o império do mundo ou mesmo do que o martírio sofrido generosamente, por exemplo, um sorriso, uma palavra amável quando teria vontade de não dizer nada ou de mostrar um ar aborrecido, etc., etc.

 

(Carta 143)

 

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h40
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O Divino Prisioneiro

O Divino Prisioneiro

 

 

Como ter medo d’Aquele que Se deixa prender por um cabelo que esvoaça no nosso pescoço!...

 

Saibamos pois conservar prisioneiro este Deus que Se faz mendigo do nosso amor. Ao dizer-nos que um só cabelo pode realizar este prodígio, mostra-nos que as mais pequenas ações feitas por amor são as que Lhe cativam o coração...

 

Ah! se fosse preciso fazer grandes coisas, quanto seríamos para lastimar?... Mas como somos felizes visto que Jesus se deixa prender pelas mais pequeninas...

 

(Carta 191)



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h37
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Amor, a chave da vocação.

Amor, a chave da vocação.

 

 

Considerando o corpo místico da Igreja, não me tinha reconhecido em nenhum dos membros descritos por S. Paulo; ou melhor, queria reconhecer-me em todos… A caridade deu me a chave da minha vocação. Compreendi que se a Igreja tinha um corpo composto de diversos membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a Igreja tinha um coração, e que esse coração estava ardendo de amor. Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue... Compreendi que o Amor encerra todas as Vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e todos os lugares... numa palavra, que é Eterno!...

 

(História de uma Alma, Ms B 3vº)



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h35
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Ato de oferenda ao amor misericordioso

Ato de oferenda ao amor misericordioso

 

 

Ó meu Deus! Trindade Bem-aventurada! Desejo amar-Vos e fazer Vos amar, trabalhar pela glorificação da Santa Igreja, salvando as almas que estão na terra, e libertando as que estão no Purgatório. Desejo cumprir plenamente a vossa vontade, e chegar ao grau de glória que me preparastes no vosso Reino; numa palavra, desejo ser santa. Mas conheço a minha impotência, e peço-Vos, ó meu Deus, que sejais Vós mesmo a minha Santidade.

 

Já que Vós me amastes  até me dardes o vosso Filho único para ser o meu Salvador e o meu Esposo, os tesouros infinitos dos seus méritos são meus: ofereço-Vo-los com alegria, suplicando-Vos que não olheis para mim senão através da Face de Jesus e no seu Coração ardente de Amor.

 

Ofereço-Vos também todos os méritos dos Santos (que estão no Céu e na terra), os seus atos de Amor, e os dos Santos Anjos. Finalmente, ofereço-Vos, ó Bem-aventurada Trindade, o Amor e os méritos da Santíssima Virgem, minha querida Mãe: é a ela que entrego o meu oferecimento, pedindo-lhe que Vo-lo apresente.

 

O seu divino Filho, meu Esposo Bem-amado, nos dias da sua vida mortal, disse-nos: «Tudo o que pedirdes ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!». Tenho, portanto, a certeza de que atendereis os meus desejos.

 

Bem sei, ó meu Deus, quanto mais quereis dar, mais fazeis desejar. Sinto no meu coração desejos imensos, e é com confiança que Vos peço que venhais tomar posse da minha alma. Ah! não posso receber a Sagrada Comunhão tantas vezes quantas desejo, mas, Senhor, não sois Todo-poderoso?... Ficai em mim, como no Sacrário. Nunca Vos afasteis da vossa hostiazinha...

 

Quereria consolar-Vos da ingratidão dos maus, e suplico-Vos que me tireis a liberdade de Vos desagradar. Se, por fraqueza, cair algumas vezes, que logo o vosso divino olhar purifique a minha alma, consumindo todas as minhas imperfeições, como o fogo, que transforma em si próprio todas as coisas...

 

Agradeço-Vos, ó meu Deus, por todas as graças que me concedestes,  especialmente por me terdes feito passar pelo crisol do sofrimento. Será com alegria que Vos contemplarei no último dia, levando o centro da Cruz. Já que Vos dignastes dar-me em herança esta Cruz tão preciosa, espero parecer-me convosco no Céu, e ver brilhar no meu corpo glorificado os sagrados estigmas da vossa Paixão... Depois do exílio da terra, espero ir gozar de Vós na Pátria, mas não quero acumular méritos para o Céu, quero trabalhar só por vosso Amor, com o único fim de Vos agradar, de consolar o vosso Coração Sagrado, e de salvar almas que Vos amarão eternamente.

 

Na noite desta vida, aparecerei diante de Vós com as mãos vazias, pois não Vos peço, Senhor, que conteis as minhas obras. Todas as nossas justiças têm manchas aos vossos olhos. Quero, portanto, revestir-me com a vossa própria Justiça, e receber do vosso Amor a posse eterna de Vós mesmo. Não quero outro Trono, nem outra Coroa, senão Vós, ó meu Bem-amado!...

 

Aos vossos olhos, o tempo não é nada: um só dia é como mil anos; podeis, portanto, num instante, preparar-me para aparecer diante de Vós...

 

A fim de viver num ato de perfeito Amor, ofereço-me como vítima de holocausto ao vosso amor misericordioso, suplicando-Vos que me consumais sem cessar, deixando transbordar para a minha alma as ondas de ternura infinita que estão encerradas em Vós, e que assim eu me torne Mártir do vosso Amor, ó meu Deus!...

 

Que este Martírio, depois de me ter preparado para aparecer diante de Vós, me faça, enfim, morrer, e que a minha alma se lance, sem demora, no eterno abraço do vosso Amor misericordioso...

 

Quero, ó meu Bem-amado, a cada palpitação do meu coração, renovar-Vos este oferecimento um número infinito de vezes, até ao momento em que, desvanecidas as sombras, possa reafirmar-Vos o meu Amor num face-a-face eterno!...

 



Categoria:SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h31
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A caridade perfeita

A caridade perfeita

 

 

Ah! compreendo agora que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se escandalizar com as suas fraquezas, em edificar-se com os mais pequenos atos de virtude que se lhes vir praticar; mas compreendi, sobretudo, que a caridade não deve ficar encerrada no fundo do coração: «Ninguém, disse Jesus, acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas coloca-a sobre o candelabro para alumiar todos os que estão em casa». Creio que essa luz representa a caridade, que deve iluminar e alegrar, não só os que são mais queridos, mas todos aqueles que estão em casa, sem excetuar ninguém.

 

(História de uma Alma, Ms C 12rº)



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h23
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A Rainha do Céu

A Rainha do Céu

 (Santa Teresinha)

 

Sabemos muito bem que a Santíssima Virgem é a Rainha do Céu e da terra, mas ela é mais mãe do que rainha, e não se deve dizer, por causa dos seus privilégios, que ela eclipsa a glória dos santos todos, como o sol, ao surgir, faz desaparecer as estrelas. Meu Deus! Que estranho! Uma Mãe que faz desaparecer a glória dos filhos! Eu, por mim, penso absolutamente o contrário; acredito que ela engrandecerá muito o esplendor dos eleitos.

 

Está certo falar dos seus privilégios, mas não se deve dizer apenas isso e se, num sermão, somos obrigados do princípio ao fim, a exclamar Ah! Ah!, já chega! Quem sabe se alguma alma não irá sentir até um certo afastamento em relação a uma criatura de tal maneira superior, e não pensará: “Se é assim, mais vale ir brilhar conforme se puder em qualquer outro cantinho!”

 

O que a Santíssima Virgem tem a mais do que nós, é que não podia pecar, estava isenta do pecado original; mas, por outro lado, teve muito menos sorte do que nós, porque não teve uma Santíssima Virgem para amar. É uma doce consolação a mais para nós, e a menos para ela!

 

(Últimos Conselhos, 21.VIII.3)

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h18
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A Justiça de DEUS

A Justiça de DEUS

 

(Santa Terezinha)

Sei que é preciso ser muito puro para aparecer diante de Deus de toda a Santidade, mas também sei que o Senhor é infinitamente justo e esta justiça que assusta tantas almas é a razão da minha alegria e confiança. Ser justo, não é somente exercer a severidade para castigar os culpados, é também reconhecer as intenções retas e recompensar a virtude. Espero tanto da justiça de Deus como da sua misericórdia. É porque é justo que «Ele é compassivo e cheio de doçura, lento para a ira e cheio de misericórdia. Porque conhece a nossa fragilidade, lembra-Se de que não somos senão barro. Como um pai sente ternura pelos filhos, assim o Senhor tem compaixão de nós» [...]

 

Aqui tendes, meu Irmão, o que penso sobre a justiça de Deus, o meu caminho é todo de confiança e de amor, não compreendo as almas que têm medo de um Amigo tão terno. Às vezes quando leio certos tratados espirituais em que a perfeição é apresentada através de inúmeras dificuldades, rodeada por uma quantidade de ilusões, a minha pobre inteligência cansa-se muito depressa, fecho o sábio livro que me quebra a cabeça e me seca o coração e pego na Sagrada Escritura. Então tudo me parece luminoso, uma só palavra revela à minha alma horizontes infinitos, a perfeição parece-me fácil, vejo que basta reconhecer o próprio nada e abandonar-se como uma criança nos braços de Deus.

 

Deixando às almas grandes, às grandes inteligências, os belos livros que não posso compreender, e ainda menos pôr em prática, regozijo-me por ser pequenina visto que só as crianças e os que se assemelharem a elas serão admitidas ao banquete celestial. Sinto-me muito feliz por haver várias moradas no reino de Deus, porque se houvesse apenas aquela cuja descrição e caminho me parecem incompreensíveis, não poderia lá entrar.

 

(Carta 226, de 9.V.1897, ao P. Roulland)



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h09
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CINCO MINUTOS COM SANTA TERESINHA

CINCO MINUTOS COM SANTA TERESINHA

 

 

 

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

Deus, vinde em nosso auxílio!

Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio, agora e sempre, amém.

 

"É a confiança, e nada mais a não ser a confiança, que nos deve conduzir ao Amor"... "Como minha confiança pode ter limites?..."

 

 

"Quando Jesus desce ao meu coração, tenho a impressão de que Ele fica contente por ser tão bem recebido e eu também fico contente... Tudo isso não impede as distrações e o sono de vir visitar-me. Mas ao terminar a ação de graças, vendo que a fiz tão mal, tomo a resolução de passar o resto do dia em ação de graças... Estais vendo, Madre querida, que estou muito longe de ser levada pelo temor, sempre encontro o meio de ser feliz e tirar proveito das minhas misérias... Sem dúvida, isso não desagrada a Jesus, pois parece encorajar-me nessa via. Um dia, contrariamente a meu hábito, estava um pouco perturbada ao ir comungar, tinha impressão de que Deus não estava contente comigo e pensava: "Ah! se hoje eu receber só metade de uma hóstia, vou ficar muito aflita, vou crer que Jesus vem forçado ao meu coração". Aproximo-me... oh felicidade! pela primeira vez na minha vida, vejo o padre pegar duas hóstias, bem separadas, e dá-Ias a mim!... Compreendeis minha alegria e as doces lágrimas que derramei vendo tão grande misericórdia"... (Manuscrito A)

OFERECIMENTO DO DIA (Oração no. 10)

Meu Deus, eu vos ofereço todas as ações que vou praticar hoje, nas intenções e pela glória do Coração Sagrado de Jesus: quero santificar os batimentos de meu coração, meus pensamentos e minhas obras as mais simples unindo-os a seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas lançando-as na fornalha de seu amor misericordioso.
Ó meu Deus! Eu vos peço por mim e por aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as dores desta vida passageira a fim de que estejamos reunidos um dia nos Céus por toda a eternidade.
Assim seja.
 

Súplica a Santa Teresinha

 

Minha santa Teresinha do Menino Jesus, que prometestes enviar uma chuva de rosas sobre o mundo,  peço-vos:  realizai  em minha vida vossa consoladora promessa.  Preciso de uma chuva de graças, que lave  minha alma nas águas das bênçãos do Pai.  Intercedei por mim,  junto ao vosso Bem-amado Jesus. Acompanhai-me com vossas orações, aumentai minha confiança na misericórdia divina.  Desejo andar a passos  largos no Pequeno Caminho que trilhastes, -  caminho todo feito de  dependência e entrega aos desígnios amorosos de Deus. Alcançai-me  a graça de não duvidar do  amor que Jesus tem por mim. Ajudai-me  a crer diariamente no amparo de Deus sobre minha vida quando estou aflito (a), quando estou ansioso (a), quando estou enfermo (a), quando me sinto fraco (a) e desencorajado (a) para orar, trabalhar e amar.  Concedei-me, da parte de Jesus, o dom da alegria, a capacidade de sorrir e crer,  mesmo quando houver escuridão dentro de mim.  Fizestes do Amor o objetivo e sentido de vossa breve vida. Enfrentaste  com um sorriso todas as provações e nada negaste ao Bom Deus. Que Jesus, vosso amado esposo,  Caminho, Verdade e Vida esteja sempre comigo e com as pessoas que amo.  Atendei-me nesta graça que com insistência vos peço (faz-se o pedido).

 

Pai Nosso

Ave Maria

Glória ao Pai

 

"Eis a minha oração: peço a Jesus que me arraste para as chamas de seu amor, para me unir tão estreitamente a Ele, que Ele viva e aja em mim".

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h01
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O Pequeno Passarinho

O Pequeno Passarinho

Santa Teresinha
O passarinho quereria voar para o Sol brilhante que lhe fascina o olhar;

quereria imitar as Águias, suas irmãs, que vê elevarem-se até ao fogo divino da Santíssima Trindade... Pobre dele! Tudo quanto pode fazer é agitar as suas pequenas asas; mas levantar vôo, isso não está no seu pequeno poder! Que será dele? Morrerá de desgosto, ao ver-se impotente?... Oh, não! O passarinho nem sequer se vai afligir. Com um audacioso abandono, quer ficar a fixar o seu divino Sol. Nada seria capaz de o assustar, nem o vento nem a chuva; e se nuvens sombrias chegam a esconder o Astro do Amor, o passarinho não muda de lugar, pois sabe que para além das nuvens o seu Sol brilha sempre, e que o seu brilho não se poderia eclipsar nem por um instante sequer.

É verdade que às vezes  o coração do passarinho se vê acometido pela tempestade; parece-lhe não acreditar que existe outra coisa, a não ser as nuvens que o envolvem. É então o momento da alegria perfeita para a pobre e débil criaturinha. Que felicidade para ela, permanecer ali, apesar de tudo, e fixar a luz invisível que se esconde à sua fé!!!...

Jesus, até agora compreendo o teu amor para com o passarinho, pois ele não se afasta de Ti. Mas eu sei, e Tu também o sabes, muitas vezes a imperfeita criaturinha, ficando embora no seu lugar (isto é, sob os raios do Sol), deixa‑se distrair um pouco da sua única ocupação; apanha um grãozito à direita e à esquerda, corre atrás de um vermezito... Depois, encontrando uma pocita de água, molha as penas ainda mal formadas; quando vê uma flor que lhe agrada o seu espírito entretém-se com essa flor... Enfim! Não podendo pairar como as Águias, o pobre passarinho entretém-se ainda com as bagatelas da terra. Não obstante, depois de todas as suas travessuras, em vez de se ir esconder num canto para chorar a sua miséria e morrer de arrependimento, o passarinho volta-se para o seu Bem‑amado Sol, expõe as asitas molhadas aos seus raios benfazejos, geme como a andorinha e, no seu doce cantar, confia, conta em pormenor as suas infidelidades, pensando, no seu temerário abandono, conseguir assim maior influência e atrair mais plenamente o amor d’Aquele que não veio chamar os justos mas os pecadores... Se o Astro Adorado continuar surdo ao chilrear plangente da sua criaturinha, se permanecer velado..., pois bem: a criaturinha continua molhada, aceita ficar transida de frio, e ainda se alegra com esse sofrimento que, aliás, mereceu...

Ó Jesus! Como o teu passarinho está contente por ser débil e pequeno. Que seria dele se fosse grande?... Nunca teria a audácia de aparecer na tua presença, de dormitar diante de Ti... Sim, aí está mais uma fraqueza do passarinho: quando quer fixar o Divino Sol, e as nuvens o impedem de ver um único raio, contra sua vontade os seus olhitos fecham-se, a sua cabecinha esconde-se debaixo da asita, e a pobre criaturinha adormece, julgando fixar ainda o seu Astro Querido. Ao acordar, não fica desolado, o seu coraçãozinho fica em paz, e recomeça o seu ofício de amor. Invoca os Anjos e os Santos que se elevam como Águias em direção ao Fogo devorador, objeto do seu desejo.

E as Águias, compadecendo-se do seu irmãozinho, protegem-no, defendem-no, e põem em fuga os abutres que o queriam devorar. Os abutres, imagem do demônio, o passarinho não os teme, pois não está destinado a ser presa deles, mas da Águia que contempla no centro do Sol do Amor.

Por tanto tempo quanto quiseres, ó meu Bem-amado, o teu passarinho ficará sem forças e sem asas; permanecerá sempre com os olhos fixos em Ti. Quer ser fascinado pelo teu divino olhar, quer tornar‑se a presa do teu Amor... Um dia, assim o espero, Águia adorada, virás buscar o teu passarinho e, subindo com ele para o Fogo do Amor, mergulhá‑lo‑ás eternamente no ardente Abismo desse Amor, ao qual se ofereceu como vítima...

(História de uma Alma, Ms B 5rº-vº)

 



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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 20h57
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ESPIRITUALIDADE TERESIANA

ESPIRITUALIDADE TERESIANA

 

            

 

Antes de mais nada, o que caracteriza a espiritualidade de Santa Teresinha é o regresso ao essencial do Evangelho. Ela fala constantemente de um Deus enamorado por sues filhos, que os procura e aceita a todos, cada um como é, com as suas virtudes e os seus defeitos, os seus dons e os seus limites. O amor de Deus aparece em Teresa de Lisieux como fonte de comunhão e solidariedade de uns para com os outros, tanto santos como pecadores, tanto crentes como não crentes. A sua própria vida é uma parábola desta delicadeza de Deus que vê a todos com olhos de Pai, por cima de todas as fronteiras religiosas, culturais, étnicas, etc. O Cristo do Evangelho, pastor, misericórdia, pai foi a grande descoberta de Teresa de Lisieux num tempo em que o Jansenismo reinado o afastava de todo o contato humano.

 

Um outro valor  é a redescoberta da Palavra de Deus como fonte de vida. Numa época pouco aberta à leitura da Bíblia, ela antecipou-se ao Vaticano II, fazendo da Palavra de Deus o alimento das suas leituras. "A ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo". É ela que nos conta como pouco a pouco passou da leitura dos autores espirituais a centrar-se na Escritura, sobretudo nos Evangelhos. Dia ela: "Mais tarde, os livros deixavam-me na aridez; quando abro um livro de um autor espiritual, sinto o meu coração fechar-se e leio sem compreender, ou então compreendo sem por lá o meu coração. É nestas circunstâncias que a Escritura e a imitação me vêm em socorro e nelas encontro alimento para a minha pobre alma. Descubro sempre nele, coisas novas, luzes, novas, significados escondidos, misteriosos. Compreendo e sei por experiência que o Reino de Deus está dentro de nós". A leitura e a meditação da Palavra de Deus levaram-na a descobrir o essencial na mensagem de Jesus nos pormenores de cada dia. "Nunca ouvi Jesus falar, mas sinto que está em mim e que a todo instante me guia e me inspira o que devo dizer ou fazer".

 

A paternidade e maternidade de Deus. Teresa viveu uma época caracterizada por uma espiritualidade de puritanismo jansenista que deformava o tosto de Deus, apresentando-o como juiz intransigente, que pedia vítimas para aplacar a sua cólera. Pelas suas leituras do Evangelho descobre que esse Deus não existia. O que emerge do Evangelho é um Deus de misericórdia, pai e mãe que nos ajuda a confiar nele como as flores do jardim e as aves do céu. Daí que a sua oração fosse um diálogo amoroso e confiante como Ele. Dizia ela que resolvia todos os problemas com a oração. "A oração e o sacrifício são todas as minhas forças, são armas invencíveis que Jesus nos deu, elas tocam as almas muito mais que os discursos". A descoberta de Deus como pai e mãe foi o ponto de partida para um novo caminho de santidade: o caminho da infância espiritual. Ser santo para Teresinha não é ser perfeito, mas ser filho. Jesus mostrou-lhe que o caminho da santidade é o da criança que se entrega aos braços do pai ou da mãe; que dorme sem medo, no seu colo.

 

Uma Santidade encarnada na história. A espiritualidade de Teresa de Jesus não nasceu nos livros. Teresa só escreveu o que viveu. Ela viveu a oração como um diálogo confiante com Deus pai e mãe, presente em todas as situações que ela vivia, presente nos acontecimentos, nas pessoas que encontrava. Para ela, o absoluto de Deus estava muito próximo, revelava-se nas pequeninas coisas, nas irmãs com quem convivia, nas trevas que lhe não lhe deixavam ver claro. Para ela a santidade não era uma perfeição isenta de erros e defeitos. Ser santo era saber amar, saber acolher, saber perdoar, saber sorrir. Santa Teresinha terá muita influência na nova imagem da espiritualidade e santidade que os teólogos do Vaticano II imprimiram à Igreja.

 

A escuta do Espírito Santo. Diz Von Balthasar que a teologia de Teresa de Lisieux é essencialmente uma teologia do Espírito Santo. Em todos os seus escritos e na sua experiência de fé, a dimensão trinitária está sempre presente. Já no retiro de preparação para o crisma, ela dizia: "Finalmente, chegou o momento feliz. Não senti um vento impetuoso no momento da vinda do Espírito Santo, mas aquela brisa ligeira de que fala o profeta Elias". Para ela, o Espírito Santo estava sempre presente nos acontecimentos mais ordinários, sem violência nem fenômeno extraordinário, mas de um modo muito discreto e sutil. Mas sentia bem que Ele andava por ali muito perto.

 

O seu amor pela Virgem. Na mais pura tradição do Carmelo, Teresa de Lisieux tinha grande devoção à Santíssima Virgem. Mas também aqui, antecipando-se ao Vaticano II, Maria era para ela a mulher simples de Nazaré, mais discípula que mestra, peregrina na fé e na esperança. Recusa a exaltação de Maria que não tem em conta a vida oculta de Maria de Nazaré. Para Teresa, Maria era mais mãe que rainha. Não gostava que lhe falasse de Maria num trono, inacessível aos pobres. A sua primeira poesia dedicada a Maria tem como título: "Porque te amo Maria". É uma síntese dos primeiros capítulos de São Lucas: a sua pobreza, o seu silêncio contemplativo, a sua simplicidade, a sua fé, a sua disponibilidade, o seu sim. Era nessa Maria que ela se revia e que ele amava.

 

Bibliografia:

 

Torres Neiva, em  artigo publicado no  L'Osservatore Romano, edição portuguesa, n. 38, no dia 20 de setembro de 1997.

 

Vida de Santa Teresinha, Orlando Gambi, Editora Santuário, 1997

 

Teresa de Lisieux, Jean François Six, Ed. Loyola, 1997

 

Obras Completas, Ed. Loyola, 1997, Referências Históricas.

 

Fonte texto: http://www.teresinha.com/espiritualidade.html

 



Categoria:SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 12h17
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SANTA TERESINHA

 

Santa Teresinha do

Menino Jesus 

 

         

Teresa Martin nasceu em Alençon, França, em 2 de janeiro de 1873. Dois dias mais tarde foi batizada na Igreja de Notre-Dame, recebendo o nome de Maria Francisca Teresa. Seus pais foram Luis Martin e Celia Guérin, ambos veneráveis na atualidade. Após a morte de sua mãe, em 28 de agosto de 1887, Teresa mudou-se com toda a sua família para Lisieux.

No final de 1879 recebeu pela primeira vez o sacramento da penitência. No dia de Pentecostes de 1883, recebeu a graça especial de ser curada de uma grave enfermidade pela intercessão de Nossa Senhora das vitórias (A Virgem do Sorriso). Educada pelas Beneditinas de Lisieux, recebeu a primeira comunhão no dia 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação, culminada por uma forte experiência da graça da íntima comunhão com Cristo. Algumas semanas mais tarde, em 14 de junho do mesmo ano, recebeu a Confirmação, com plena consciência de acolher o Espírito Santo mediante uma participação pessoal na graça de Pentecostes.

Seu desejo era abraçar a vida contemplativa, igual as suas irmãs Paulina e Maria, no Carmelo de Lisieux, porém sua tenra idade a impedia. Durante uma viagem a Itália, depois de visitar a Santa Casa de Loreto e os lugares da Cidade Eterna, em 20 de novembro de 1887, na audiência concedida pelo Papa Leão XII aos peregrinos da diocese de Lisieux, pediu ao Papa, com audácia filial, autorização para poder entrar no Carmelo aos 15 anos.

Em 9 de abril de 1888 ingressou no Carmelo de Lisieux. Recebeu o hábito em 10 de janeiro do ano seguinte e fez sua profissão religiosa em 08 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria.

No Carmelo começou o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Teresa de Jesus, com autêntico fervor e fidelidade, cumprindo os diferentes ofícios que lhe foram confiados (foi também mestra de noviças). Iluminada pela palavra de Deus, e provada especialmente pela enfermidade de seu querido pai, Luis Martin, que faleceu em 29 de julho de 1894, iniciou o caminho para a santidade, inspirada na leitura do Evangelho e pondo o amor no centro de tudo. Teresa nos deixou em seus manuscritos autobiográficos não só as lembranças de sua infância e adolescência, mas também o retrato de sua alma e a descrição de suas experiências mais íntimas. Descreve e comunica a suas noviças, confiadas aos seus cuidados, o caminho da infância espiritual; recebe como dom especial a tarefa de acompanhar com a oração e sacrifício os irmãos missionários (o Padre Roulland, missionário na China, e o Padre Belliére).

Aprofunda-se cada vez mais no mistério da Igreja e sente crescer sua vocação apostólica e missionária para levar consigo os demais, movida pelo amor de Cristo, seu único Esposo.

Em 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, ofereceu-se como vítima imolada ao Amor misericordioso de Deus. Nesta época escreve o Primeiro Manuscrito Autobiográfico que entregou a Madre Inês no dia de seu onomástico, em 21 de janeiro de 1896.

Alguns meses mais tarde, em 3 de abril, durante a noite de quinta para sexta-feira santa, teve uma hemoptise, primeira manifestação da enfermidade que a levaria a morte, e ela a acolheu como uma misteriosa visita do Esposo Divino. Então, entrou em uma prova de fé que duraria até o final de usa vida, e dela oferece um testemunho emotivo em seus escritos.

Durante o mês de setembro conclui o Manuscrito B, que ilustra de maneira impressionante o grau de santidade ao qual havia chegado, especialmente pela descoberta de sua vocação no coração da Igreja.

Enquanto piora sua saúde e continua o tempo de prova, no mês de junho começa o Manuscrito C, dedicado a Madre Maria de Gonzaga; entretanto, novas graças a levam a amadurecer plenamente na perfeição e descobre novas luzes para a difusão da mensagem na Igreja, para o bem das almas que seguirão seu caminho. Em 08 de junho é transferida para a enfermaria, onde outras religiosas recolhem suas palavras quando suas dores e provações se tornam mais intensas e enquanto suporta com paciência até a chegada de sua morte, acontecida na tarde de 30 de setembro de 1897. "Eu não morro, entro na vida", havia escrito a seu irmão espiritual, o missionário P. Mauricio Belliére. Seus últimas palavras, "Deus meu, te amo" , selaram uma vida que se extinguiu da terra aos 24 anos, para entrar, segundo seu desejo, em uma nova fase de presença apostólica em favor das almas, da comunhão dos Santos, para derramar uma "chuva de rosas" sobre o mundo (chuva de favores e benefícios, especialmente para amar mais a Deus).

Foi canonizada por Pio XI em 17 de maio de 1925, o mesmo Papa em 14 de dezembro de 1927, a proclamou Padroeira Universal das Missões, junto com São Francisco Xavier.

Sua doutrina e seu exemplo de santidade têm sido recebidos com grande entusiasmo por todas as categorias de fiéis deste século, e também além da Igreja Católica e do Cristianismo.

Por ocasião do Centenário de sua morte, o Papa João Paulo II a declarou Doutora da Igreja, pela solidez de sua sabedoria espiritual inspirada no Evangelho, pela originalidade de suas intuições teológicas, nas quais resplandece sua eminente doutrina, e pela acolhida em todo o mundo de sua mensagem espiritual, difundida através da tradução de suas obras em mais de cinqüenta línguas diversas. A cerimônia da Declaração ocorreu em 19 de outubro de 1997, precisamente no Domingo em que se celebra o Dia Mundial das Missões.

 

Frases de Santa Teresinha

• "Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Em uma palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus."

 

• "Não possuo o valor buscar orações formosas nos livros, como não sei como escolher, penso como as crianças e digo simplesmente ao bom Deus o que necessito, e Ele sempre me compreende."

 

• "O que me impulsiona a ir para o céu é o pensamento de poder acender no amor de Deus uma multidão de almas que o louvarão eternamente."

 

• "Meu caminho é o caminho da infância espiritual, o caminho da confiança e da entrega absoluta".

 

• "Quisera eu encontrar também um elevador que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a dura escada da perfeição".

 

• "Na lavanderia minha companheira de trabalho sacudia a roupa com tanta força que me salpicava o rosto de sabão. Isto me fazia sofrer, porém jamais lhe disse nada a respeito, e assim sofria este pequeno sacrifício pelos pecadores".

 

• "Eu nunca aconselho nada a ninguém sem antes recomendar-me à Virgem Santíssima. Ela é que faz que as palavras que digo tenham eficácia nos que as ouvem."

 

• "A vida é um instante entre duas eternidades."

 

• "Como é grande o poder da oração! É como uma rainha que em todo o momento tem acesso direto ao rei e pode conseguir tudo o que lhe pede."

 

• "A Santíssima Virgem demostrou-me que nunca deixou de proteger-me. Logo quando a invoco, quando me vem uma incerteza, um aperto, imediatamente recorro a ela, e sempre cuida de meus interesses como a mais terna das Mães."

 

• "Sabe-se muito vem que a Santíssima Virgem é a Rainha do Céu e da Terra, porém é muito mais Mãe que Rainha".

 

• "Oh! Maria! Se eu fosse Rainha do Céu e Tu fosses Teresa, eu queria ser Teresa a fim de que tu fosses a Rainha do Céu."

 

• "Depois de minha morte, farei cair uma chuva de rosas".

 

• "Vou passar meu céu fazendo o bem na terra",

 

• "Eu não morro, entro na vida".

Oração à Santa Teresinha para obter uma graça

"Oh! Santa Teresinha do Menino Jesus, modelo de humildade, de confiança e de amor! Do alto dos céus despeje sobre nós estas rosas que levas em teus braços: a rosa da humildade para que vençamos nosso orgulho e aceitemos o jugo do Evangelho; a rosa da confiança, para que nos abandonemos à vontade de Deus e descansemos em sua Misericórdia; a rosa do amor, para que abrindo nossas almas sem medida à graça realizemos o único fim para o qual Deus nos criou a sua Imagem: Amar-Lhe e fazer- Lhe amar, Tu que passas teu Céu fazendo o bem na terra, ajuda-me nesta necessidade e concede-me do Senhor o que te peço, se for para glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém."

Rezar um Pai Nosso.

 

 FONTE: http://www.paroquiasantateresinha.com.br  

  



Categoria:SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 23h50
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 revele o melhor de

 mim e afaste o pior...

Afastando tudo que

poderá afastar de Ti...

Amem.





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Na paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Curitiba (PR), os padres Ivanir Leonardi e Messias Galieta decidiram, em consonância com os Conselhos da paróquia, abolir o uso de bebidas alcoólicas das festas naquela comunidade.

Um exemplo de ATITUDE CRISTÃ, pois com isso estão contribuindo na conscientização dos católicos dos malefícios do álcool.

Um item que não cabe dentro de uma festa católica e na família cristã, um  ambiente frequentado por jovens e crianças. 

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